Como ficam os pets com o fim da quarentena?

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Alguns tutores já estão retomando a rotina aos poucos e os companheiros de quatro patas podem sofrer com a separação

Quem tem um pet em casa e passou a quarentena na companhia dele, com certeza se sentiu menos sozinho. Para os animais também não foi diferente, já que com o isolamento social passaram a conviver diariamente juntos em casa. 

Esse nível aumentado na interação foi bem-vindo, afinal, existem uma série de estudos que comprovam o poder positivo do vínculo humano-animal, tanto para os seres humanos quanto para os pets. Mas, e quando essa interação intensa diminuir? A Médica-Veterinária da Mars Petcare, Dra. Fernanda Duran, alerta que os tutores devem ficar atentos para evitar a dependência exagerada dos animais, que podem sofrer quando o isolamento social acabar.

“A separação pode gerar ansiedade extrema nos milhares de pets que se acostumaram com a nova rotina dos tutores. Os pets podem desenvolver a Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS) e manifestar sintomas como: lamber excessivamente as patas ou o corpo, miar muito, recusar comida, orelhas baixas, permanecer no canto e recusar interação, não sair de perto do tutor de jeito nenhum, perda de pelo e, em alguns casos, vômito”, explica a Dra. Fernanda.

A Médica-Veterinária listou 7 dicas que podem amenizar esse processo de separação. Confira quais são elas:

1)       Cães e gatos precisam de rotina e, assim como tiveram que se acostumar com a presença dos tutores em casa 24 horas por dia, será um novo momento de adaptação. Para amenizar os impactos psicológicos depois da quarentena, importante que um retorno gradual à nova rotina seja estabelecido.

2)      Um planejamento que simule a nova rotina, incluindo os horários de brincadeiras, é essencial. Ensine o pet gradativamente que, mesmo você estando em casa, ele terá momentos sozinho. O cronograma que o tutor criar vai deixar o pet seguro por entender a rotina e aguardar esse momento prazeroso das atividades. 

3)      É importante que o pet seja independente, tenha sua cama, seus brinquedos e mantenha hábitos saudáveis. Incentive atividades nas quais os animais possam se distrair sozinhos, sem a necessidade da presença do tutor.

4)     É fundamental investir no enriquecimento ambiental para que o animal fique distraído e não sinta tanto a falta do tutor. Brinquedos como garrafas pet, caixas de papelão, mordedores específicos para cada espécie – cão ou gato, bolinhas e brinquedos interativos são ótimas opções.

5)      O enriquecimento ocupacional também é válido. Utilize brinquedos que mantêm o animal ocupado e entretido por vários minutos, como brinquedos de auto recompensa. Os kongs são um exemplo.

6)     A melhor forma de evitar que o cão destrua móveis e objetos quando estiver sozinho é deixá-lo em um espaço limitado, ou seja, sem acesso a todos os cômodos da casa, principalmente aqueles com itens mais “destrutíveis” como camas, plantas e estofados.

7)      Outro ponto muito importante é a extinção de rituais. Ao se despedir, não usar frases antecipatórias, mas sim evitar contato aproximadamente 15 minutos antes de sair. Da mesma forma, na hora da volta para casa, não reforçar o ritual de saudação excessiva (pular, latir, etc.). Ignore o pet até que ele esteja calmo. Somente quando ele se acalmar, dê atenção e faça-o sentar para cumprimentar e interagir.

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