Mês da conscientização sobre a Doença Renal Crônica:envelhecimento dos pets faz aumentar o número de casos

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No mês internacional do cuidado com as doenças renais, “Março Amarelo”, Médico-Veterinário que atua no tema, dá dicas de como identificar e prevenir esse mal em pets

Gatos e cães estão ficando, cada vez mais, dentro dos lares e sendo acolhidos como um membro da família. Essa atitude, combinada com a conscientização da importância de oferecer uma alimentação de qualidade, bem como com uma assistência veterinária de qualidade, faz com que os pets vivam mais. Embora seja uma ótima notícia, o aumento da expectativa de vida de gatos e cães merece atenção: com a idade se aproximam algumas doenças, que não são tão comuns em animais mais jovens e, muitas vezes, são descobertas tardiamente. Um exemplo é a Doença Renal Crônica (DRC), condição marcada por diferentes causas, que pode acometer cães e gatos de todas as idades, mas principalmente animais acima de 10 anos, que têm 81% de chances de apresentar algum sintoma.

Por isso, o mês internacional do cuidado com as doenças renais, conhecido como “Março Amarelo”, tem o objetivo de conscientizar Médicos-Veterinários e tutores sobre a prevenção da doença e diagnóstico precoce. Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado tardiamente, devido a característica de que a DRC é uma doença silenciosa, que apresenta sinais mais nítidos quando boa parte dos rins já estão comprometidos.

O Médico-Veterinário estudioso da área de nefrologia veterinária e Professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Júlio Cambraia, dá dicas para identificar a doença renal crônica em pets:

1)     Os primeiros sinais clínicos do problema são o aumento na micção seguida do aumento da ingestão de água.

2)      A falta de apetite e, consequente perda de peso, também é um dos sinais comuns da doença.

3)     O animal pode apresentar fraqueza, abatimento e palidez de mucosa.

4)     Algumas das raças mais propensas a desenvolver a doença, incluindo aquelas que apresentam uma expectativa de vida maior.  Em cães: Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei, Poodle. Em gatos: Maine Coon, Abissinio, Siamês, Russian Blue, Persa.

5)     Idas anuais ao Médico-Veterinário para check ups são fundamentais para a prevenção, principalmente para pets acima de 7 anos.

O Professor ainda ressalta que um cuidado especial deve ser tomado pois muitos destes sinais são comuns a outras doenças e, portanto, somente o Médico Veterinário pode determinar o diagnóstico definitivo.

 A nutrição é a base da conduta terapêutica do paciente doente renal crônico. A dieta específica a ser oferecida ao pet com problemas renais deve ser cuidadosamente calculada em seus constituintes. Muitos deles devem ser restritos, bem como outros, acrescidos. Sódio e proteína, por exemplo, são controlados em quantidade e qualidade, para que as necessidades nutricionais sejam atendidas, sem gerar resíduos no organismo. O fósforo também se encontra em concentrações reduzidas, para diminuir a velocidade de progressão da doença renal e aumentar a expectativa de vida do paciente; assim como os antioxidantes, acrescidos na dieta, que ajudam a retardar o avanço da doença. Como uma das maiores dificuldades ao longo do tratamento do gato ou cão acometido da Doença Renal Crônica é a inapetência, a palatabilidade reforçada do alimento faz com que o animal tenha interesse em comer, já que o jejum piora o quadro clínico rapidamente.

“O alimento adequado para gatos e cães portadores de DRC é muito importante para nutrir adequadamente estes animais que tem restrições, evitando, muitas vezes, a necessidade de medicamentos, ajudando a manter a doença sob controle, preferencialmente, sem progressão e, principalmente, permitindo qualidade de vida e longevidade do pet”, afirma o Professor Júlio.

ALIMENTOS QUE AJUDAM NA NUTRIÇÃO DO DOENTE RENAL CRÔNICO

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