3 dicas para evitar a obesidade dos pets2 min de leitura

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Médica veterinária alerta que alguns costumes impensados dos tutores podem aumentar o peso e até abreviar a vida dos animais

O pet está obeso. E agora? A verdade é que você, tutor, deveria ter pensando nisso antes e ter evitado o quadro. Afinal, cães, gatos e outros animais domésticos precisam de alimentação própria e equilibrada e acesso a estímulos para se movimentarem. 
 

Então, se você não quer ver o seu companheiro sofrer por causa das consequências do aumento de peso, fique atendo às dicas de sobrevivência pet, da médica veterinária e professora da Faculdade Una Itabira, Ana Laura Barros. A Una Itabira integra o Ecossistema Ânima no leste de Minas Gerais. 
 

São elas:
 

1 – O tutor pode estimular o exercício com caminhadas leves, de acordo com o porte do animal, sem exigir demais da sua capacidade. Além disso, a professora da Una Itabira enfatiza que é preciso sempre controlar a alimentação dos pets, “tanto em quantidade quanto em qualidade”.
 

2 – “Os animais precisam simplesmente de ser animais. A humanização de cães e gatos tem trazido muitos problemas para a saúde deles, e o que pensam ser uma atitude de amor, pode estar levando embora alguns meses ou anos de convivência. Cães e gatos precisam ter hábitos e alimentos de cães e gatos”, alerta Ana Laura Barros. 
 

3 – Gatos obesos também correm riscos. Portanto, sempre faça um balanceamento da dieta, com rações de qualidade e específicas para gatos obesos (light). Além disso, estimule o exercício em casa com brinquedos que induzam o movimento.

Consequências para o seu amiguinho

“A obesidade nos pets não deve ser menosprezada. Não devemos achar normal ou ‘bonitinho’ quando estão mais gordinhos, devido aos riscos, inclusive de óbito”, alerta a médica veterinária. O excesso de peso pode causar outras comorbidades em diferentes sistemas: endócrinos, ortopédicos, cardiorrespiratórios e até dermatológicos. 
 

Além disso, os pets podem ter inflamações articulares que causam muita dor; animais com dobras cutâneas tendem a ter dermatites; as raças braquicefálicas são as que mais sofrem com a piora da capacidade respiratória; e ainda temos os problemas endócrinos como diabetes, hipotireoidismo (cães), hiperadrenocorticismo (doença endócrina), entre outros.