Pets merecem cuidados redobrados no frio2 min de leitura

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Com o inverno cada vez mais perto, tutores devem ficar atentos com a saúde de seus pets. Na capital paulista, por exemplo, a temperatura média diária está na casa dos 20ºC, com mínima de até 9ºC. Apesar de os animais terem uma temperatura média mais elevada que a humana – entre 2 e 3ºC a mais – e de os pelos manterem os bichinhos mais aquecidos naturalmente, os cuidados neste período devem ser redobrados.

“Os animais suportam mais frio que a gente, mas, mesmo assim, correm mais risco de ter gripe no período de frio. O que a gente recomenda é sempre a prevenção”, explica Hebert Justo, sócio e diretor hospitalar e médico veterinário da +Pet. Segundo ele, os cães são mais suscetíveis à gripe do que os gatos e as raças que mais correm risco são as que já têm alguma dificuldade respiratória natural, como Shih Tzu, Buldogue e Pug.

Dicas de prevenção

Entre as dicas de prevenção estão rotinas simples do dia a dia, como não permitir que durmam em pisos frios, ter sempre disponível uma caminha ou tapete com cobertor para que eles possam ficar quentinhos e evitar, principalmente nos dias mais gelados, atividade físicas em excesso ao ar livre.

O especialista também destaca a importância da imunização dos cães saudáveis por meio da vacinação contra a gripe e outras infecções respiratórias. “A atitude preventiva é sempre melhor que a curativa. Nós trabalhamos com uma vacina nasal, muito tranquila para aplicar, pois não tem agulha e tem ação muito rápida – cerca de 36 horas depois o pet já está imunizado”, diz.

Os sintomas de gripe em pets são basicamente os mesmos dos humanos: espirros, coriza, tosse com muco, perda de apetite, prostração e febre. “É difícil para o tutor identificar a febre no animal, mas se ele está mais prostradinho, quietinho e, ao mesmo tempo, ofegante, com movimentos respiratórios rápidos, pode ser febre”, explica Justo. 

Também como em humanos, nos bichinhos a gripe sem tratamento adequado pode evoluir para problemas respiratórios mais sérios. Por isso, aos primeiros sintomas, procurar um veterinário é sempre o mais indicado.