Intoxicação em cães requer ação imediata

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Veterinária orienta como proceder após identificar o envenenamento; produtos com carvão ativado podem ajudar a impedir que substâncias perigosas cheguem à corrente sanguínea do cão ou gato, evitando o óbito. 

  

Seu pet comeu algo estranho e está passando mal: você se desespera e tenta induzir ao vômito ou mesmo dar leite ou outro alimento, na intenção de salvar o animal. Mas saiba que isso nem sempre é o melhor a se fazer. “O mais importante é ter calma, identificar o produto que foi ingerido e levar o pet ao veterinário”, diz Isabela Ribeiro, médica veterinária da Petvi.

 

Segundo a profissional, podem ser diversas as causas de envenenamento: plantas, alimentos tóxicos para cães, medicamentos, produtos de limpeza. Ela orienta o uso de forma imediata de produtos que contenham carvão ativado, que absorvem as substâncias tóxicas e impedem que as moléculas perigosas caiam na corrente sanguínea. São produtos que tem em sua composição o carvão ativado, que por ser altamente poroso, “gruda” nos elementos venenosos e fazem com que estes sejam excretados pelas fezes. “Isso impede que pelo menos parte do produto químico ingerido chegue na corrente sanguínea, reduzindo as chances de óbito”, garante a veterinária.

 

A eficácia do carvão ativado pode ser comprovada no atendimento do gato Theo. O gato de sete anos chegou na casa dos tutores arrastando as pernas de trás e salivando muito. Os donos, assim que perceberam o estado do animal fizeram ele engolir o gel de carvão ativado da Petvi, o Helpvi, levando ao veterinário logo em seguida. 

 

O médico constatou que o animal tinha ingerido veneno de rato, o popular chumbinho, em quantidade relativamente grande. “O carvão ativado foi decisivo para a absorção do veneno, sem ele o animal teria ido a óbito em poucos minutos”, atesta Isabela. Segundo ela, o importante nesses casos de envenenamento é a rapidez em administrar o produto com carvão ativado e também a ida ao veterinário. “Só o profissional poderá tomar a decisão correta, por exemplo, proceder com a fluidoterapia (administração de soro), lavagem gástrica ou utilizar medicações injetáveis”, afirma.

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