Reforço vacinal nos pets é importante?

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Anualmente, cães e gatos recebem a vacina antirrábica, indispensável contra a raiva. Mas é de igual importância o primeiro reforço anual de outras vacinas, como as polivalentes, necessárias contra doenças que podem ser fatais ou deixar sequelas, como cinomose e parvovirose, comuns em cães. 

Segundo a professora Dra. Meire Silva, coordenadora  do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, existem doenças que podem afetar os humanos, como leishmaniose, raiva e leptospiroses. “Já existem vacinas que protegem exclusivamente contra leptospirose”, relata. 

A leishmaniose acomete várias espécies. No Brasil, a transmissão mais comum é pelo mosquito palha: a fêmea ao se alimentar do sangue de um mamífero infectado se contamina; depois, caso pique outro animal ou humano sadios para se alimentar, ela transmitirá o protozoário da leishmania. A leishmaniose visceral canina não tem cura e o tratamento consiste em diminuir a carga de parasitas no organismo e, assim, reduzir sinais clínicos. O acompanhamento do médico veterinário é para o resto da vida. Repelentes e vacinação evitam que o cão se infecte – a vacina tem proteção individual de até 96%, podendo ser feita a partir do quarto mês de vida do pet. 

“Para o animal estar com sua imunidade ativa ele precisa ter concluído todo seu calendário de vacinação e é muito importante que essa imunidade seja mantida com os reforços anuais”, frisa. Antes de iniciar a vacinação, seu pet deve estar vermifugado e não pode apresentar sinais de nenhuma doença. Esses cuidados ajudarão na resposta adequada da vacina. O médico veterinário é o profissional indicado para avaliar, indicar e administrar as doses, formulando um calendário vacinal – se não for cumprido, deverá ser totalmente refeito. 

Os pets resgatados devem passar por análise clínica das principais doenças que têm prevenção vacinal – se não houver anticorpos para elas, poderão ser vacinados. Pets adultos nunca vacinados ou filhotes que passaram do período indicado para vacinação precisarão de duas doses das polivalentes e uma da antirrábica anual. Já para os idosos, o especialista precisa avaliar e verificar quais vacinas serão indicadas.  

Importante destacar que se as vacinas estão atrasadas, o recomendado é evitar passeios. Já os filhotes não devem ir à rua ou ter contato com outros animais antes de ser vacinados: seu sistema imunológico não está totalmente ativo, então podem contrair doenças, explica a Dra. Meire. Para cães, há a V6, V8 ou V10. Evite administrar a V6 ou V8 junto com a antirrábica: isso reduz reações adversas. A V8 ou V10 são indicadas a partir das seis primeiras semanas de vida.  

A V10 previne contra: cinomose, hepatite infecciosa, doenças respiratórias, parainfluenza, coronavirose, parvovirose e leptospiroses. Ela tem duas leptospiras a mais do que a V8, que acometem mais animais silvestres e resultam em doença branda que pouco ocorre no Brasil. “São as mais ‘alergênicas’ das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que ‘irritam’ o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos”, conta Dra. Meire. 

Já para gatos, há a V3 (panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose), V4 (inclui clamidiose) ou V5 (inclui leucemia felina). A primeira dose só pode ser dada entre 45 e 60 dias de vida. 

“Finalizando o esquema das polivalentes, é fundamental após um ano da última dose realizar o reforço. Essa quarta dose protegerá seu cão contra cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina por aproximadamente nove anos ou mais, contra coronavirose por toda a vida, contra parainfluenza e adenovirose tipo 2 por aproximadamente sete anos. Eles podem perfeitamente passar a receber um reforço a cada três ou cinco anos”, afirma a Dra. Meire.  

Já o reforço da antirrábica, preferencialmente, é indicado ser anual por toda a vida, tanto para cães como para gatos. A antirrábica é a partir de 12 semanas para cães e dos quatro meses em gatos. “Além disso, a alimentação é importante: proteínas de alta qualidade, vitaminas C e E, minerais e gorduras boas, como óleo de peixe, estimulam o sistema imunológico a trabalhar mais rápido na produção de células de defesa”, conclui Dra. Meire. 

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